
plenário do Senado Federal deve votar na tarde desta terça-feira (3), a partir das 16h, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que prevê mais integração entre forças federais, estaduais e municipais e endurecimento das regras de prisão para chefes de facções criminosas.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em março, a proposta passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em outubro, entre os dois turnos das eleições de 2026.
A PEC foi apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já disse em várias oportunidades que criará o Ministério da Segurança Pública, atualmente incorporado à pasta da Justiça, assim que a proposta for aprovada.
Cinco emendas foram apresentadas à PEC no plenário até a última sexta (30). Duas delas propõem a redução da maioridade penal.
O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e um dos coordenadores da campanha vitoriosa de Lula à reeleição, sugeriu diminuição de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos.
Já Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha derrotada de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu a alteração de 18 para 16 anos como regra geral e redução para 14 anos em crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo.
Outro nome da oposição ao governo, Carlos Portinho (PL-RJ), indicou emenda para destinar às Forças Armadas recursos do FNSP para combate a crimes transfronteiriços e ambientais, ações de defesa civil e operações de Garantia da Lei da Ordem (GLO).
Eduardo Gomes (PL-TO) defende a inclusão de agentes de trânsito entre órgãos de segurança pública previstos na Constituição, atribuindo a eles o patrulhamento viário de natureza policial. Ele também sugere que órgãos estaduais e distrital do sistema socioeducativo também sejam considerados órgãos de segurança.
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