
A Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta quinta-feira(27) o primeiro diagnóstico de coinfecção por Covid-19 e Influenza, condição que foi batizada de Flurona. Por se tratar de uma nova realidade, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre a forma em que a dupla infecção se apresenta.
O médico infectologista, Kelson Veras, explica que não se trata de uma nova doença. Ele destaca que vírus respiratórios podem acometer, ao mesmo tempo, uma mesma pessoa.
"Não existe a doença Flurona. Sempre se soube que vírus respiratórios podem infectar a mesma pessoa, ao mesmo tempo. Então, não é uma doença nova, mas um termo para simplificar essa infecção de dois vírus ao mesmo tempo", destacou.
O médico infectologista também explica que o diagnóstico das duas doenças é mais preciso somente através dos testes RT-PCR, que utilizam tecnologia mais avançada do que os testes rápidos ofertados nas farmácias.
"O teste que o Lacen faz é um teste de biologia molecular. É o mais alto padrão de diagnóstico para doenças infecciosas. Nas farmácias é feito um teste de tecnologia mais simples, não tem a mesma especificidade, não tem o mesmo valor do teste que é feito do Laboratório Central. O ideal seria que no Brasil tivéssemos disponível esse teste de biologia molecular, chamado de RT-PCR, para todas as pessoas com sintomas", avaliou Kelson Veras.
O médico ainda destaca que os casos de dupla infecção podem resultar em sintomas mais leves, caso o paciente esteja vacinado com as doses da vacina contra a Covid-19.
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