Picos(PI), 20 de Setembro de 2018

Matéria / Saúde

Clima seco e queimadas desenvolvem distúrbios respiratórios

O otorrinolaringologista, Rodrigo Maia, falou sobre os principais problemas

11/09/2018 - Jesika Mayara

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P40G-IMG-0229efbeef2b4678ac.jpg Rodrigo Maia (Foto: Jesika Mayara)
P40G-IMG-0229efbeef2b4678ac.jpg Rodrigo Maia (Foto: Jesika Mayara)

A chegada do segundo semestre, que apresenta o clima seco e aumento nos casos de queimadas, resulta no desenvolvimento de distúrbios respiratórios.

Em Picos, o Corpo de Bombeiros já registrou mais de 100 ocorrências de incêndio em 2018, em sua maioria na zona urbana do município.

De acordo com o otorrinolaringologista, Rodrigo Maia, o clima seco associado com fumaça ocasiona uma série de problemas respiratórios.

“Esses distúrbios envolvem toda a via aérea, que inicia no nariz e termina no pulmão. Na região nasal é notório os casos de sangramento, que ocorrem principalmente em crianças e idosos. O problema é causando principalmente pelo aumento da coceira e ressecamento na área. Além disso, estes agentes causam, incômodos como a sensação de congestão constante, aumento da quantidade de espirro e dor”, explicou o médico.

Os pulmões também são atingidos, havendo o aumento dos processos infeciosos e alérgicos. Pessoas que sofrem de asma, bronquite, broncoespasmo e doença pulmonar objetiva crônica, aumentam a quantidade crises neste período. Além disso, é registrado também o crescimento de infecções bacterianas e virais.

O calor excessivo faz com que o corpo aumente a produção de suor para estabilizar a temperatura do organismo, isso leva à perca de água. O cuidado com a hidratação é imprescindível, deve-se aumentar a ingestão hídrica, mesmo sem a sensação de sede, evitando assim o processo de desidratação.

Precauções

“Algumas medidas conseguem reduzir esses sintomas. A primeira delas é a lavagem nasal constante com soro fisiológico. Pode ser realizado com uma seringa de 20 ml, onde a substância é colocada em uma narina de cada vez, duas ou três vezes ao dia. Isso hidrata, umidifica, ajuda remover a secreção e consequentemente diminuiu a quantidade crise”, relatou Rodrigo.

Outras medidas para minimizar o problema são a retirada população de risco de perto dos focos de incêndio, manter sempre o quintal limpo para que o fogo não se aproxime de sua residência e tentar um trabalho de conscientização com a comunidade.

Principais erros

O otorrinolaringologista apontou que o principal erro cometido em relação ao sangramento nasal é o uso de algodão no nariz e em alguns casos até atear fogo no mesmo.

“Isso pode fazer com que a pessoa inale mais fumaça toxica e o algodão colocado no nariz pode descer para a via aérea e cair no pulmão, gerando uma consequência pior que o próprio sangramento”, descreveu o especialista.

O segundo erro mais comum diz respeito a automedicação, sem levar em conta os efeitos colaterais dos medicamentos.

 

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