
Na madrugada desta terça-feira, 07, a Polícia Militar foi acionada para conter uma possível rebelião na Penitenciária Regional José de Deus Barros, em Picos. Porém, ao chegar ao pavilhão D os policiais encontraram o corpo de Reinaldo Lopes de Moura Filho, de 28 anos.
Segundo o comandante do 4º BPM, antes de ser preso por extorsão, violência doméstica e estupro Reinaldo residia no Povoado Baixa Grande, em Geminiano.
A morte aconteceu por volta das 00h15. Dados da PM apontam que o corpo estaria pendurado na cela, porém, as causas da morte só serão reconhecidas após realização de perícia.
“Pensava-se que era uma tentativa de fuga mandamos as viaturas da Força Tática onde foram feio buscas em todas as celas dos pavilhões, onde foi encontrado o corpo do preso”, relatou o comandante .
Essa foi a terceira morte registrada no presídio em menos de um ano.
Versão do sindicato
Apesar dos sinais de enforcamento, para o diretor do Sinpoljuspi, Kleiton Holanda, o detento foi assassinado e não tirou a própria vida. “Existe uma lei dentro dos presídios e alguns crimes são inaceitáveis. Os companheiros de cela do Reinaldo descobriram que ele tinha estuprado a mãe e decidiram matá-lo.Os presos não aceitam, por isso eles julgam e condenam a morte quem comete este tipo de crime. Foi isso o que aconteceu”, revelou Kleiton Holanda.
Conforme o Sindicato, a unidade prisional de Picos tem capacidade para 144 vagas e hoje conta com 400 detentos. Kleiton Holanda acrescentou ainda que diante da superlotação os agentes penitenciários não tem condições de fazer a individualização dos presos por crimes.
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