Polícia
Cabo da PM-PI preso suspeito de fraude em concursos do PE pode ser expulso da polícia
Em 26/03/2026 por Victória Saldanha

(Foto: Divulgação/PCPE)

Um cabo do 20º Batalhão da Polícia Militar de Paulistana (PI), preso suspeito de participar de um esquema de fraudes nos concursos do Tribunal de Contas e do Tribunal de Justiça de Pernambuco, pode ser expulso da PM do Piauí, de acordo com a corregedoria da corporação no estado. A atuação específica dele no esquema ainda não foi informada.

O tenente-coronel Richarle França, comandante do 20º BPM, afirmou que o cabo foi preso em Petrolina (PE). O batalhão recebeu os documentos da prisão, enviados pela Polícia Civil de Pernambuco, e vai enviá-los para a corregedoria.

Segundo o coronel Newmarcos Pessoa, corregedor da PM do Piauí, o órgão vai analisar a documentação e decidir se abre um conselho disciplinar para investigar o comportamento do policial militar.

O conselho disiciplinar é composto por três oficiais da corporação, que apuram o caso internamente e dão direito de defesa ao policial investigado.

"Se realmente for confirmado a culpabilidade ou o envolvimento dele nesse tipo de crime, independentemente do processo civil que vai correr lá [em Pernambuco], um processo disciplinar vai ser aberto aqui para analisar a permanência ou a expulsão dele da PM", disse o coronel ao g1.

Como era o esquema de fraudes

Duas operações da Polícia Civil de Pernambuco, realizadas na quarta-feira (25), prenderam o líder e vários membros de uma quadrilha especializada em fraudar concursos públicos.

Os criminosos atuaram nos certames do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) e do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), cujas provas foram aplicadas em 2025.

Segundo a Polícia Civil, os candidatos pagavam até R$ 70 mil para contratar a quadrilha que oferecia diversos serviços, como cópias de gabaritos, "clones" – que são pessoas que vão no lugar do candidato fazer a prova – e dispositivos de transmissão. 

Entre os equipamentos estão pontos eletrônicos e celulares adaptados para não serem reconhecidos pelos detectores de metais.

A PCPE não informou quais concursos e quais estados foram alvos dos suspeitos, pois as investigações seguem em andamento.

Apesar disso, informou que ao menos quatro servidores de segurança pública participaram do esquema, sendo três policiais militares e um guarda municipal. Entre o grupo, três eram membros da organização e um, cliente.

 

G1 Piauí 

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