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Movimento LGBT de Picos rebate cura gay
Jovanna Cardoso considerou a “cura gay’ um retrocesso a comunidade LGBT
Em 21/09/2017 por Jesika Mayara

ovanna Cardoso, Conselheira Nacional de Combate a Discriminação LGBT (Foto: Jesika Mayara)

O juiz do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, liberou uma liminar que permiti psicólogos realizarem tratamentos terapêuticos, que possam reverter a orientação sexual em seus pacientes.

O tratamento terapêutico para reverter a atração sexual entre homens já não é mais permitido pelo Conselho Federal de Psicólogos do Brasil desde 1999, oito anos após a decisão tomada pela Organização Mundial de Saúde. Onde retirou o homossexualismo de categorias de doenças causadas por distúrbios mentais, considerando a homossexualidade como parte da sexualidade humana.

A decisão do juiz causou indignação no movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) e simpatizantes por considerar a liminar um desrespeito aos direitos humanos.

Em Picos, o movimento LGBT demostrou repúdio a decisão. De acordo com a Conselheira Nacional de Combate à Discriminação LGBT, Jovanna Cardoso, várias entidades estão se manifestando contra o tratamento em todo o país.

“Recebemos com muita supressa a decisão de um juiz em interferir em uma área que em nada diz respeito a justiça e sim ao forum íntimo das pessoas. A homossexualidade não é uma doença é um estado de vida. A pessoa nasce homossexual, ninguém vira homosexual ou pega a homossexualidade”, disse a conselheira.

Jovanna Cardoso considerou a “cura gay’ um retrocesso a comunidade LGBT e afirmou que a decisão repercutiu muito na região, causou medo e virou brincadeira nas redes sociais.

Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu “auxiliar” a defesa do Conselho Federal de Psicologia na ação popular que "derrubou" a resolução 001/1990, que impedia os profissionais de ofertarem "cura gay" e de verem homossexualidade como doença.

“Acredito que essa resolução seja derrubada, pois a OAB já está se mobilizando e irá recorrer ao Supremo. Esse juiz deve ser extremante homofônico ou então não acompanha o que está sendo decidido mundo a fora”, concluiu Jovanna.

 

Por: Liliane Dantas

Edição: Jesika Mayara 

 

 

 

  

 

 

 

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