O governador do Piauí, Rafael Fonteles, afirmou que a eleição presidencial de 2026 deverá ser disputada e declarou apoio à manutenção de Geraldo Alckmin como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao comentar os levantamentos eleitorais recentes, o governador avaliou que os números indicam vantagem para Lula, mas dentro de um cenário competitivo. "A pesquisa da Quest está muito semelhante à pesquisa da Atlas, demonstra uma eleição disputada com o presidente Lula à frente em todos os cenários. Então, eu acredito que o presidente Lula é favorito, mas é conhecido que é uma eleição disputada, e por isso é muito importante a frente ampla que ajudou a eleger Lula em 2022, mas está ampliada ainda mais em 2026", afirmou. Fonteles também se posicionou sobre a possibilidade de o vice sair de partidos do chamado centrão. Para ele, a manutenção de Alckmin reforça o compromisso com a coalizão que sustentou a vitória em 2022. "Eu defendo que Alckmin seja o candidato a vice-presidente. Eu acho que Alckmin, que disputou a eleição contra Lula lá atrás, representa sim esse compromisso do presidente Lula com a frente ampla, com o Centro Democrático", declarou. A fala do governador reforça o alinhamento político com o Palácio do Planalto e antecipa o debate sobre a composição da chapa presidencial para 2026, em um cenário que, segundo ele, tende a ser competitivo desde o primeiro turno. (Com informações do Portal Cidade Verde)
Na Câmara dos Deputados, o PL (Partido Liberal) deve reconduzir o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) para o comando da bancada em 2026. A expectativa é de que, na próxima terça-feira (10), a bancada se reúna e decida manter o deputado na liderança. Aos 51 anos, o parlamentar está em seu terceiro mandato na Câmara Federal. De linha combativa e dura contra o governo do presidente Lula (PT), Cavalcante é conhecido pelos discursos fortes e atuação junto à Presidência da Câmara e ao colégio de líderes para emplacar as pautas prioritárias da oposição. A recondução deve ocorrer em ano eleitoral e em meio à pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República. Em dezembro de 2025, o deputado foi alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) sobre supostos desvios de recursos das cotas parlamentares. Na ocasião, a corporação encontrou R$ 470 mil escondidos em sacos de lixo na casa dele. Em sua defesa, Cavalcante afirmou que o valor era proveniente da venda de um imóvel em Minas Gerais. Conforme o deputado, o comprador realizou o pagamento em dinheiro e à vista. (Com informações do Portal R7)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou ontem sábado (17) a assinatura do acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, assinado nesta manhã em Assunção, Paraguai. “Com esta iniciativa, comprovamos a força da diplomacia, do diálogo e da cooperação, que devem ser sempre os pilares das relações entre os países. Ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, o Acordo abre oportunidades para mais crescimento, mais renda, mais emprego, mais investimentos e mais trocas de novas tecnologias”, defendeu Motta nas redes sociais. Assinado sem a presença do presidente Lula da Silva (PT), o acordo cria uma das maiores zonas comerciais do mundo e abre um novo capítulo nas relações comerciais entre a América do Sul e a Europa. O Brasil foi representado na cerimônia pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Motta explicou que pretende dar ao acordo uma tramitação “rápida” na Câmara para que possa entrar em vigor o quanto antes para “começar a repartir seus frutos a todos os participantes". (Com informações do Portal R7)
O senador Ciro Nogueira, presidente do PP e um dos principais entusiastas do projeto presidencial de Tarcísio de Freitas (Republicanos), descartou as chances de o governador de São Paulo concorrer contra Lula (PT) neste ano. "Eu vejo como já descartada a candidatura do Tarcísio à Presidência", disse o senador à reportagem, ao avaliar também como irreversível a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que recebeu a indicação de Jair Bolsonaro (PL). Na semana passada, o PP divulgou uma nota com críticas a Tarcísio, informando que avaliava a possibilidade de lançar candidatura própria ao governo do estado nas eleições deste ano. "O partido, que tem o ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite como pré-candidato ao Senado, também avalia como insuficiente o apoio público e concreto do governador ao seu projeto majoritário", afirmou o texto. À reportagem o senador ressaltou que prefere estar com Tarcísio na disputa estadual de outubro, mas afirmou que seu partido busca mais espaço em um novo governo. Ciro Nogueira havia sugerido, no começo de dezembro, logo após Flávio anunciar sua candidatura, que a postulação do filho de Bolsonaro era inviável e defendido nomes como o de Tarcísio. Agora, disse que o governador teria de obter aval do ex-presidente para se manter na disputa, o que avaliou como improvável. Além disso, o governador tem reforçado as ações que o posicionam como candidato à reeleição, não à Presidência. O governador paulista declarou apoio à candidatura de Flávio em 8 de dezembro, três dias após o senador anunciar que havia recebido a indicação do pai. Tarcísio disse, a aliados, que a indicação não o surpreendia, mas sua base bolsonarista criticou, nos bastidores, a avaliação de que o apoio teria sido dado sem entusiasmo. Nesta terça-feira (6), durante entrevista ao influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, Flávio disse que sua relação com Ciro Nogueira é "muito boa". "Acredito de verdade que eles virão para nosso palanque, não sei se mais cedo ou mais tarde", afirmou. Ele disse ainda que seu grupo não pode abrir mão da eleição para o Governo de São Paulo. "A gente não arrisca disputar uma eleição para o Governo de São Paulo sem o Tarcísio. Ou seja, o Tarcísio candidato à reeleição no Governo de São Paulo. É um palanque importante. Ele não perde essa eleição lá de jeito nenhum", disse. (Com informações da Folha de São Paulo)
Em 2025, os 81 senadores conseguiram bater novamente o recorde de despesas com a cota para exercício da atividade parlamentar, o famoso “cotão parlamentar”. Foram torrados R$ 34,8 milhões dos pagadores de impostos com o cotão, o maior valor da História, segundo a ONG Operação Política Supervisionada, que mantém dados completos desde 2008. Em 2024, foram gastos R$ 32,5 milhões, o recorde até então. A informação é destaque da Coluna Cláudio Humberto desta sexta-feira (2). Cada parlamentar tem entre R$ 36,6 mil e R$ 51,4 mil/mês, a depender da distância do estado de origem, para bancar despesas (bem) diversas. O cotão parlamentar paga aluguéis de carros ou escritórios, alimentação, consultores e até mesmo propaganda para deputados e senadores. Só a propaganda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que foi quem mais gastou com isso desde 2023, custou R$1,1 milhão. (Com informações do Diário do Poder)
O Congresso Nacional aprovou ontem, sexta-feira (19), o Orçamento da União de 2026, com previsão de superávit primário de R$ 34,5 bilhões e destinação de cerca de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares. A proposta foi aprovada simbolicamente e segue para sanção presidencial. O texto aprovado é o parecer do relator-geral, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), que promoveu alterações em relação ao projeto enviado pelo Executivo na Lei Orçamentária Anual (LOA). Entre as mudanças, estão cortes em programas sociais e ajustes em despesas obrigatórias. O programa Auxílio Gás sofreu redução de aproximadamente R$ 300 milhões, enquanto o Pé-de-Meia teve corte de R$ 436 milhões. Também houve diminuição de cerca de R$ 6,2 bilhões em benefícios previdenciários, além de reduções no seguro-desemprego (R$ 391 milhões), no abono salarial (R$ 207 milhões) e em bolsas de estudo do ensino superior. Em ano eleitoral, o Orçamento reserva R$ 4,9 bilhões para o Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (Fundo Eleitoral), valor superior ao R$ 1 bilhão proposto originalmente pelo governo. A meta fiscal para 2026 prevê superávit de 0,25% do PIB, estimado em R$ 13,8 trilhões. Com isso, o resultado primário pode variar entre zero e R$ 68,5 bilhões, dentro da margem de tolerância. O texto também fixa um piso de investimentos equivalente a 0,6% do PIB, o que corresponde a cerca de R$ 83 bilhões. O Orçamento total de 2026 soma R$ 6,5 trilhões, dos quais R$ 1,83 trilhão serão destinados ao refinanciamento da dívida pública. O Ministério da Previdência Social concentra o maior volume de recursos, com R$ 1,1 trilhão, enquanto as pastas da Igualdade Racial e da Pesca estão entre as de menor dotação. A votação ocorreu na última semana antes do recesso parlamentar, que começa em 23 de dezembro, evitando atrasos registrados em anos anteriores. (Com informações do Diário do Poder)
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), colocou na pauta do plenário desta semana o chamado projeto de lei da Dosimetria, que altera regras de cálculo de penas e pode beneficiar condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A análise deve ocorrer na quarta-feira (17), porém, o texto ainda precisa ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A proposta, aprovada na Câmara dos Deputados na madrugada de 10 de dezembro, reorganiza a forma de progressão de regime de pena e pode reduzir o tempo necessário para que condenados com bom comportamento avancem para regimes menos severos. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou nesta segunda-feira (15) que a maioria dos membros da comissão é contra a versão da proposta aprovada pela Câmara. Apesar de colocar o projeto na pauta, Alcolumbre enfrenta pressões para adiar a votação para 2026, inclusive de setores da própria base governista e de parte da oposição no Senado. Críticos argumentam que a redação atual da matéria não foi suficientemente debatida e pode ampliar benefícios a crimes não relacionados diretamente aos ataques a instituições democráticas. Para chegar ao plenário, o texto precisa ser aprovado na CCJ. Há expectativa de que o relatório do senador Esperidião Amin (PP-SC), relator da proposta no colegiado, seja votado na manhã de quarta-feira (17), dando sequência à tramitação.
O governador Rafael Fonteles defendeu ontem, segunda-feira (24), a necessidade de atuação conjunta das lideranças partidárias para garantir equilíbrio e fortalecimento da base aliada nas eleições de 2026. A fala ocorreu após a reunião do diretório estadual do MDB, que discutiu a consolidação das chapas proporcionais para deputado estadual e deputado federal. O encontro do MDB, realizado na sede do partido em Teresina, reuniu parlamentares, pré-candidatos e dirigentes. A sigla tratou do reforço dos nomes para as chapas e da estratégia conjunta com o PSD na chamada fusão cruzada. Ao comentar o cenário político, Rafael Fonteles destacou que há ambiente favorável entre os aliados, mas admitiu a necessidade de dialogar para acomodar interesses internos. Ele afirmou que trabalha, junto ao ministro Wellington Dias e às lideranças partidárias, para assegurar unidade entre as siglas da base. “Olha, eu acredito que há muita harmonia na nossa base aliada, é natural que cada partido tenha a sua história, estratégia, e claro que nós atuamos enquanto governador, enquanto liderança desse processo, juntamente com o ministro Wellington Dias, com os representantes dos partidos, para harmonizar os interesses de todos, para termos a nossa base aliada cada vez mais fortalecida, coesa e unida, como temos tido até agora.” Questionado sobre eventuais atritos entre PT e MDB após a reunião do diretório, o governador disse que o diálogo com os aliados é permanente e reforçou que cabe às lideranças construir consensos. (Com informações do portal Cidade Verde)