Picos(PI), 24 de Fevereiro de 2026

Matéria / Geral

Coração de menina que morreu no PI é doado a bebê que aguardava transplante no CE

24/02/2026 - Jesika Mayara

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P40G-IMG-79bcf4e55ffe2bb791.jpg (Foto: Reprodução)
P40G-IMG-79bcf4e55ffe2bb791.jpg (Foto: Reprodução)

O coração de Marina Ferreira Rocha, de 7 anos, que morreu após sofrer um acidente de quadriciclo em Teresina, foi doado à bebê Sophia Vitória, de 1 ano e 8 meses, que precisava de um transplante cardíaco em Fortaleza.

Sophia enfrentava uma cardiopatia dilatada, condição diagnosticada em novembro de 2024. A família dela é do interior do Ceará e precisou se mudar para a capital para acompanhar o tratamento da pequena.

 A cardiopatia dilatada é uma doença em que o músculo do coração enfraquece, estica e aumenta de tamanho, tornando-se fraco demais para bombear sangue eficientemente para o corpo.

A  cirurgia foi feita com sucesso e os pais de Sophia continuam no hospital com a filha.

Segundo a coordenadora da Central de Transplantes do Piauí, Lourdes Veras, a equipe médica correu contra o tempo para garantir a segurança do transplante.

"O coração suporta uma quantidade de isquemia fria muito curta, menos de quatro horas. Então, na hora em que os vasos foram clampeados (tiveram o fluxo de sangue interrompido), a gente tinha umas três horas e meia para o órgão chegar a Fortaleza", explicou Lourdes.

Doação autorizada pela família
Os pais de Marina autorizaram a doação dos órgãos da filha após a morte dela, no sábado (21), em um hospital particular de Teresina.

A menina sofreu um acidente com um quadriciclo no sítio da família. Ela foi levada ao hospital, mas não resistiu após dias de internação.

A mãe de Marina, a empreendedora Cynara Lopes, agradeceu aos que rezaram pela saúde da filha e comunicou a decisão tomada junto ao esposo, o tabelião Aurino Rocha, sobre a doação.

"Decidimos que, através da vida da Marina, outras vidas poderão ser abençoadas. Autorizamos a doação de seus órgãos para que esse gesto de amor alcance outras crianças e famílias", completou.

Marina também tinha duas irmãs mais velhas. Na despedida dela, parentes e amigos soltaram balões brancos em homenagem à menina.

 

G1 PI

 

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