Picos(PI), 18 de Abril de 2026
POLITICA EM PAUTA

Prestes a perder espaços no Governo, PT prioriza candidatura de Regina Sousa ao Senado

Em: 14/02/2017
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Wellington conversa ao pé do ouvido com Regina Sousa (Foto: Raoni Barbosa)

O governador Wellington Dias está promovendo o realinhamento de sua base de apoio. O trabalho consiste na atração de novos partidos, como o PMDB de Marcelo Castro e Themístocles Filho e na ampliação da participação de alguns aliados, como o PP de Ciro Nogueira. Toda essa rodada de negociações políticas deve ter seu desfecho até o final deste mês e além de facilitar a governabilidade, tem como finalidade principal garantir a reeleição de Wellington em 2018, com a formação de uma sólida e forte chapa de candidatos majoritários e proporcionais. No entanto, o maior prejudicado com o desfecho dessas articulações será o PT, o partido do governador, que perderá postos estratégicos na esfera administrativa estadual, como a Secretaria de Saúde, por exemplo. Embora insatisfeito, o partido está ciente que não tem força suficiente para barrar a odisséia de Wellington, que viabiliza acordos com gregos e troianos em busca de mais uma reeleição. A sigla, então, resolveu priorizar a presença da senadora Regina Sousa na chapa majoritária, disputando o Senado, que em 2018 oferece duas vagas. Mas ao afirmar categoricamente que não abre mão da candidatura de Regina, o PT vai medir forças com outros aliados que também ambicionam essa posição na chapa majoritária, como é o caso do PSD de Júlio César, que em sua defesa pode ressaltar que os “companheiros” já estariam muito bem representados com Wellington Dias na cabeça dessa chapa.

Maré de azar dos políticos do Rio de Janeiro continua alta. Que bom!

Em: 09/02/2017
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Vista parcial do Rio de Janeiro (Foto: Flávio Veloso)

Com um dos litorais mais visitados do planeta, o Rio de Janeiro tem atraído a atenção não só dos turistas, mas de todos os veículos de imprensa brasileiros que, desde o ano passado, esmiúçam informações sobre o envolvimento das mais expressivas lideranças políticas daquele Estado em esquema de corrupção. No dia 19 de outubro, o recém cassado deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara, teve sua prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro, em mais um desdobramento da Operação Lava Jato, permanecendo na cadeia até hoje. Quase um mês depois, no dia 16 de novembro, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) foi preso pela Polícia Federal na cidade de Campos dos Goytacazes. A acusação era de compra de votos por meio de programas sociais da Prefeitura. Poucos dias depois foi solto, devido a problemas de saúde. No dia seguinte da prisão de Garotinho, outro ex-governador foi preso, desta vez, Sérgio Cabral (PMDB), sob a suspeita de receber milhões em propina para fechar contratos públicos. A operação, batizada de Calicute, faz parte da Lava Jato. Cabral permanece no xilindró. Embora sem envolvimento direto na política partidária, o empresário Eike Batista foi preso no último dia 30, também por envolvimento em esquema de corrupção investigado pela Lava Jato. Considerado há alguns anos como um dos homens mais ricos do mundo, Eike é acusado de pagar propina no valor de US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral. E ontem, dia 08, a maré também chegou na praia de mais algumas excelências, sem a mesma intensidade, é claro. O TRE-RJ decidiu, por maioria, cassar os mandatos do atual governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e do vice, Francisco Dornelles (PP), reconhecendo abuso de poder econômico e político durante a eleição de 2014. Também ontem, o juiz Eduardo Rocha Penteado, da Justiça Federal do Distrito Federal, determinou, por meio de liminar, a suspensão da nomeação de Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Embora piauiense de nascimento, Moreira Franco fez carreira profissional e política no Rio, chegando ao cargo de governador. E por fim, pelo menos até ontem, a Polícia Federal concluiu um inquérito que investigou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e apontou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A notícia saiu com exclusividade na edição de ontem do Jornal Nacional, da Rede Globo. Aguardemos, portanto, as próximas fases da Lava Jato, a real Lua dessa maré.

Com indicação de Alexandre de Moraes, Temer agrada o PMDB, o PSDB e, é claro, o STF

Em: 07/02/2017
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Alexandre de Moraes será o novo ministro do STF (Foto: Foto: Luiz Carlos Murauskas)

O que estava sendo especulado há vários dias, inclusive em nota publicada aqui no dia 20 de janeiro, foi confirmado ontem, segunda-feira (06), quando o presidente, Michel Temer, anunciou a indicação de Alexandre de Moraes para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), com a morte do ministro Teori Zavaski, em trágico acidente aéreo. Alexandre de Moraes vinha ocupando o Ministério da Justiça desde que Michel Temer assumiu a Presidência da República ano passado. Moraes já se afastou do ministério e agora vai aguardar sua aprovação pelo Senado, após sabatina. Contudo, de ontem para cá o baralho dessa indicação tem sido grande, sobretudo nas redes sociais, onde as críticas e acusações são as mais variadas, superando em larga escala os poucos elogios à carreira e ao notório saber jurídico do indicado, principais requisitos de quem almeja uma cadeira na Suprema Corte Brasileira. De fato, Alexandre de Moraes é um jurista reconhecido no meio acadêmico, autor de livros que já superaram 700 mil exemplares vendidos. Já foi promotor de Justiça, professor universitário e integrou a primeira composição do Conselho Nacional de Justiça. Também foi secretário em São Paulo (Estado e capital). Em outra vertente, é filiado ao PSDB, já advogou para Eduardo Cunha e para cooperativas com suspeitas de ligação com o PCC. Tem também imóveis valiosos em seu nome. Porém, o que mais influenciou Michel Temer a indicá-lo para o STF foi poder agradar o próprio tribunal, pois a maioria dos ministros tinha predileção por ele, como também o PMDB que agora vai poder indicar o novo ministro da Justiça e, de tabela, o PSDB de Geraldo Alckmin, padrinho político do indicado.

Wellington deve entregar a Saúde ao PP na reforma do secretariado

Em: 03/02/2017
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Ciro e Wellington Dias durante encontro no Senado, em Brasília (Foto: Facebook Ciro Nogueira)

A mais recente viagem do governador do Piauí, Wellington Dias (PT), à Brasília (DF), na última quarta-feira (1º), vai repercutir muito na reforma do secretariado que ele pretende promover nos próximos dias, no intuito de readequar sua base aliada, agora com o reforço do PMDB. Fora da agenda oficial que cumpria na Esplanada dos Ministérios, Wellington deu uma esticada pela Praça dos Três Poderes e foi até o Senado, mais precisamente no gabinete do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP. Informações de bastidores dão conta de que o governador vai entregar ao partido de Ciro o comando da Secretaria Estadual de Saúde. A medida além de política seria também estratégica, pois o partido já comanda o Ministério da Saúde, através do deputado Ricardo Barros (PP-PR), que foi indicação de Nogueira e vai comandar também a Secretaria de Saúde de Teresina, com a já confirmada filiação ao PP do ex-prefeito Sílvio Mendes, atual gestor da pasta na capital piauiense. Durante seu segundo governo e desde que assumiu este terceiro mandato, em 2015, Wellington Dias delegou o comando da Secretaria de Saúde ao deputado federal Assis Carvalho (PT-PI), seu fiel aliado, que por sua vez indicou para o cargo o médico Francisco de Assis Oliveira Costa. Até essa conversa com o senador Ciro Nogueira em Brasília, a Secretaria de Saúde era tida como inegociável em qualquer acordo político do governador. Mas, confirmando essas especulações, também se confirma o ditado que em política tudo pode acontecer.

Com 293 votos, Rodrigo Maia é reeleito presidente da Câmara

Em: 02/02/2017
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Rodrigo Maia, presidente reeleito da Câmara (Foto: Flávio Soares / Agência Câmara)

A Câmara dos Deputados vai continuar sob o comando do deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) pelos próximos dois anos. Ele foi eleito logo em primeiro turno na tarde de hoje, dia 02 de fevereiro, ou seja, atingiu acima da maioria absoluta (253) e chegou a obter 293 votos, segundo informa a Agência Câmara. “Candidato do bloco PMDB, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTN, PPS, PHS, PV e PTdoB, Maia preside a Câmara desde julho do ano passado, em substituição ao ex-deputado Eduardo Cunha, que havia sido eleito para o biênio 2015-2016. O deputado Jovair Arantes (PTB-GO) – candidato do bloco PTB, Solidariedade, PROS e PSL – obteve 105 votos. Já o candidato do bloco PT, PDT, PCdoB, André Figueiredo (PDT-CE), teve 59 votos; a deputada Luiza Erundina (Psol-SP), 10; o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), 28; e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), quatro votos. Houve cinco votos em branco” – destaca o portal da Câmara. A candidatura de Rodrigo Maia foi liberada por meio de liminar do ministro Celso de Melo, do Supremo Tribunal Federal, pois seus adversários na disputa a questionam na Justiça, alegando que Maia não pode ser reeleito presidente em uma mesma Legislatura. Em sua defesa, o deputado fluminense alega que não foi eleito para um mandato inteiro, de dois anos, e sim para completar o de Eduardo Cunha.

Por 10 minutos na tribuna, Bolsonaro entra na disputa pela Presidência da Câmara

Em: 02/02/2017
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Deputado Jair Bolsonaro (Foto: Nilson Bastian / Agência Câmara)

O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ) registrou ontem, dia 1º, a sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. A eleição acontece hoje, quinta-feira, e além dele mais cinco deputados também são candidatos ao comando da Casa, inclusive o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), considerado o favorito na disputa. Para ser eleito presidente, o candidato precisa da maioria absoluta dos votos em primeiro turno. Se houver segundo turno, ganha o mais votado. O processo eleitoral acontece em votação eletrônica e secreta. Jair Bolsonaro está ciente de que suas chances de vitória são remotas ou inexistentes e já anunciou que não quer votos, mas apenas fazer uso dos 10 minutos na tribuna que os candidatos terão direito para defender as plataformas de campanha. Criticado por uns e idolatrado por outros, pelo fato de empunhar bandeiras da direita e defender ideais conservadores, Bolsonaro já declarou que não vai entrar nesses assuntos quando estiver na tribuna e sim denunciar a subserviência do Legislativo perante os demais poderes, principalmente o Executivo, citando como exemplo as matérias que são aprovadas na Câmara que, em sua maioria, são oriundas do Executivo. Para ele, o Congresso está deixando de lado seu papel de legislador para simplesmente só chancelar o que vem do Palácio do Planalto.

Elmano se filia ao PMDB e partido se consolida como a maior bancada do Senado

Em: 01/02/2017
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Elmano assina ficha do PMDB, ao lado de Renan Calheiros. (Foto: Jr. Mourão)

A tão aguardada e propalada filiação do senador Elmano Ferrer ao PMDB finalmente aconteceu. Eleito pelo PTB em 2014, Elmano concretizou ontem, terça-feira (31), o ingresso em seu novo partido, em ato realizado na Sala da Presidência Senado. Piauienses como o deputado federal Marcelo Castro e o presidente nacional da Funasa, Henrique Pires, prestigiaram a solenidade. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ainda no cargo de presidente do Senado, conduziu o ato de filiação de Elmano e do senador Zezé Perrela (MG), que também foi eleito pelo PTB. As novas filiações fortalecem o PMDB e consolidam o partido como detentor da maior bancada do Senado, com duas dezenas de senadores. Agora peemedebista, Elmano Ferrer tem como primeira missão partidária contribuir com a eleição do seu correligionário Eunício de Oliveira (PMDB-CE), escolhido pela sigla como candidato a presidente do Senado. Já em âmbito estadual, a entrada de Ferrer nas fileiras do PMDB ocorre no momento em que as principais lideranças do partido acertam os últimos detalhes do retorno à base do Governo do Estado. Nesse sentido, o novo peemedebista já tem encontro marcado com o governador Wellington Dias (PT) neste final de semana.

Campanha entra na reta final e deputados tentam barrar reeleição de Rodrigo Maia

Em: 31/01/2017
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Da esquerda para a direita: André Figueiredo, Jovair Arantes, Rogério Rosso e Júlio Delgado (Foto: Bernardo Caram/G1)

Faltando dois dias para a eleição da nova mesa diretora da Câmara dos Deputados, quatro candidatos a presidente decidiram ingressar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), tentando impedir que o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seja candidato, o que configuraria no entendimento deles uma reeleição dentro da mesma legislatura. Os deputados que ingressaram com a ação no STF foram Júlio Delgado (PSB-MG), Rogério Rosso (PSD-DF), Jovair Arantes (PTB-GO) e André Figueiredo (PDT-CE). O documento também pede que a eleição, marcada para a próxima quinta-feira (02), seja suspensa até que o STF se posicione sobre o mérito da matéria em questão. Mesmo apontado como favorito na disputa e contando com o apoio dos principais partidos da base do governo e até de alguns da oposição, Rodrigo Maia ainda não lançou oficialmente sua candidatura e demonstra certa apreensão com a investida de seus adversários. Contudo, em sua defesa, Maia destaca que foi eleito, em 2016, para um “mandato tampão”, substituindo o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ao posto. No STF, o processo foi distribuído para a relatoria do ministro Celso de Mello, que pode analisar a matéria a partir de amanhã, dia 1º de fevereiro, com o fim do recesso daquele tribunal.

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