Um grupo de amigos do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, dizem que ele deveria renunciar ao cargo diante do comportamento adotado pelo governo Lula. É o que conta Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil no governo Jair Bolsonaro, que conhece há tempos o chefe do BC. “Faço parte do grupo de amigos do Roberto que acreditam que ele deveria deixar a presidência do BC. Com este governo, o êxito é uma impossibilidade e o Roberto não deve deixar que recaia sobre ele a responsabilidade pelo fracasso. Não será bom nem para ele nem para a defesa do Banco Central independente”, disse Novaes à CNN. “Está tudo armado para colocar a culpa nele pela recessão, inflação, aumento do desemprego. Estão dando uma missão impossível para o Roberto e vão depois crucificá-lo. Ninguém deveria ser obrigado a cumprir uma missão impossível. E Roberto tem hoje missão impossível”, afirmou Novaes. Segundo ele, o melhor é Campos Neto abandonar o BC e deixar que fique “evidente” a consequência das ações do PT na economia. De acordo com ele, o pedido para que deixe o Banco Central já foi feito a Campos Neto. “A cada comentário infeliz do Lula sobe a taxa que precisa ser praticada para o alcance do intervalo da meta. E tudo ficará ainda pior se a meta for revista para cima. A enrascada é enorme”, afirmou. (Com informações da CNN Brasil)
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou ontem (6), um decreto que retira os Correios do Programa Nacional de Desestatização (PND) e revoga a qualificação de empresas e ativos no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A decisão foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União e, além dos Correios, outras estatais também foram retiradas dos programas. Ao todo, sete empresas foram excluídas do Programa Nacional de Desestatização (PND) e três do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Logo no começo de seu mandato, Lula determinou aos novos ministros que sejam tomadas providências para revogar os atos que dão seguimento às privatizações de estatais. O despacho publicado no dia 2 de janeiro de 2023 justifica a medida em razão de uma “necessidade de assegurar uma análise rigorosa dos impactos da privatização sobre o serviço público ou sobre o mercado no qual está inserida a referida atividade econômica”. (Com informações da CNN Brasil)
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, informou, nesta quinta-feira (6), que determinou a instauração de inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar a atuação interestadual de organismos nazistas. A medida foi anunciada em publicação nas redes sociais. A lei prevê punição para os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A determinação ocorre após ataque a uma creche em Blumenau (SC), onde um homem invadiu a unidade, matou e feriu crianças. Na semana passada, uma escola em São Paulo também foi alvo de um atentado e uma professora foi morta. No mês passado, o massacre na escola Raul Brasil, em Suzano (SP), completou quatro anos. O crime resultou na morte de sete pessoas e os autores, que eram ex-alunos da instituição de ensino, se suicidaram após a tragédia. De acordo com as investigações, os autores do crime eram ativos em fóruns da internet, onde predominam os discursos de ódio misóginos, supremacismo branco, bullying e nazismo. Esses discursos continuam reverberando entre a juventude. Ontem (5), o governo se comprometeu com ações de promoção à cultura de paz e não violência na sociedade e instituiu Grupo de Trabalho Interministerial para propor políticas de prevenção e enfrentamento da violência nas escolas. O ministro Flávio Dino também anunciou a liberação de R$ 150 milhões para ampliar as patrulhas escolares em todo o país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou a lista de autoridades convidadas para viagem à China, programada para a próxima semana. A primeira relação, elaborada antes de o petista ter adiado o deslocamento por causa de um quadro leve de pneumonia, continha 27 deputados e senadores. Agora, a lista soma 39 congressistas, incluindo, por exemplo, o deputado federal Cléber Verde (MA), do Republicanos, partido que apoiou a reeleição de Jair Bolsonaro em 2022. Além do Republicanos, foram convidados para a viagem ao país asiático parlamentares do PP, Podemos, PSDB e Patriota, que não apoiaram o petista na última eleição presidencial. A previsão é de que a comitiva brasileira embarque na próxima terça-feira (11) e que o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, seja promovido no dia 14 de abril. O grupo deve deixar o país asiático em 15 de abril. (Com informações da CNN Brasil)
A Polícia Federal investiga uma viagem do ex-ministro da Justiça Anderson Torres à Bahia, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. A viagem, à época, foi justificada para reforçar a atuação de policiais federais no combate a crimes eleitorais, como compra de votos. No entanto, há suspeita de que Torres tenha viajado para pressionar a PF a barrar eleitores na região onde Lula, candidato do PT, tinha mais votos. As informações foram divulgadas pelo site G1 e pelo jornal O Globo. Sem agenda prévia, Torres viajou para Bahia acompanhado do então diretor geral da PF Marcio Nunes. No local, ele orientou o superintendente da PF na Bahia Leandro Almada para coibir, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), crimes eleitorais. A presença de Torres causou surpresa dentro da PF e foi vista como pressão do governo de Jair Bolsonaro para interferir no processo eleitoral, noticiou o blog de Andreia Sadi, do G1. Após o encontro, conforme a jornalista, uma equipe de Torres enviou uma lista de cidades onde os policiais deveriam atuar. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a lista foi elaborada pela delegada Marília Ferreira Alencar, então diretora de Inteligência do Ministério da Justiça. O documento trazia os locais onde o candidato do PT tinha sido mais votado no primeiro turno das eleições. Conforme os jornalistas, a viagem de Torres à Bahia ocorreu um dia após o ex-deputado federal Roberto Jefferson ter atirado e lançado granadas contra policiais federais que foram à casa dele, no interior do Rio de Janeiro, para cumprir um mandado de prisão. O motivo foi um vídeo que o ex-parlamentar publicou na internet em que ofendeu a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), com palavras de baixo calão. Na época, Torres foi escalado por Jair Bolsonaro para ir até a casa de Jefferson para acompanhar o caso, mas recuou. Apesar da orientação de Torres, o ex-superintendente da PF na Bahia não cumpriu a ordem, conforme o blog de Sadi. (ABr)
O número de brasileiros que dizem acreditar em uma piora da economia nos próximos meses aumentou em março, segundo dados da pesquisa Datafolha divulgada ontem, domingo (2). O levantamento sobre o tema é o primeiro feito após o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a pesquisa, 26% dizem que a situação econômica do país deve piorar nos próximos meses, mesmo resultado daqueles que acreditam que não haverá mudança. No levantamento feito em dezembro, após a eleição de Lula, o percentual dos que acreditavam em uma piora da economia era de 20%. Uma queda foi registrada entre os que contam com uma melhora da atividade econômica, passando de 49%, em dezembro, para 46% em março. Foram feitas 2.028 entrevistas entre os dias 29 e 30 de março em todo o país, distribuídas em 126 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Com relação à situação do país nos últimos meses, 41% dos entrevistados dizem que está igual (eram 35%), enquanto 35% falam em piora (38% anteriormente) e, para 23%, o cenário melhorou (ante 26% na edição anterior). Ao serem questionados sobre sua situação econômica pessoal, 56% disseram que irá melhorar (contra 59%), enquanto 14% responderam que irá piorar (eram 11% na última pesquisa) e, mantendo o mesmo patamar, 28% relatam que deverá ficar como está. (Com informações da CNN Brasil)
Em mais um capítulo da disputa entre Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a Câmara dos Deputados pediu a 11 senadores que devolvam apartamentos funcionais que ocupam desde o período em que eram deputados federais. São eles: Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Wellington Dias (PT-PI), senador licenciado e atual ministro do Desenvolvimento Social, Efraim Filho (União Brasil-PB), Dr. Hiram (PP-RR), Tereza Cristina (PP-MS), Wellington Fagundes (PL-MT), Marcelo Castro (MDB-PI), Professora Dorinha (União Brasil-TO), Romário (PL-RJ), Alan Rick (União Brasil-AC) e Eliziane Gama (PSD-MA). O pedido, datado da quarta-feira, 22, é assinado pelo 4º secretário da Casa, deputado Lucio Mosquini (MDB-RO), e visto, nos bastidores, como uma espécie de retaliação ao Senado pela crise das medidas provisórias (MPs), que paralisa a agenda do Congresso Nacional e afeta diretamente a agenda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até a publicação desta reportagem, nenhum dos parlamentares entregou o imóvel. No documento, obtido pela reportagem, a Câmara afirma que não há unidades suficientes para atender os deputados. (Com informações da Jovem Pan)
O ex-presidente Jair Bolsonaro gastou mais de R$ 630 mil em dinheiro público com os assessores que viajaram com ele para os Estados Unidos. Em três meses, a quantia paga pelos cofres da União foi de R$ 630.836,02 para custear os auxiliares de Bolsonaro. Os dados são do Portal da Transparência. O gasto médio com os auxiliares foi de 7.088,04 por dia. O ex-presidente viajou aos Estados Unidos no dia 30 dezembro, antes de deixar a Presidência, e ficou fora do Brasil por 89 dias. Segundo a Legislação Federal, que dispõe sobre a organização da administração pública, todo ex-presidente tem direito a oito funcionários. Essas despesas devem ser custeadas pelo caixa da Presidência da República. O texto da lei 7.474, de 8 de maio de 1986, diz que os ex-presidentes da República têm direito aos seguintes benefícios: quatro servidores para segurança e apoio pessoal; dois servidores para assessoramento superior; dois veículos oficiais da União; e dois motoristas. (Com informações da Folha de São Paulo)